quarta-feira, 16 de abril de 2014

Mulheres na Filosofia


Ao darmos continuidade à participação das mulheres na filosofia, reportaremos à Antiguidade e Idade Média para lembrarmos de mulheres fantásticas que contribuíram muito para a evolução do conhecimento.

·         Theano
Data incerta de nascimento, morreu em 546 a.C. na Grécia. Foi aluna de Pitágoras (acredita-se que tenha sido sua mulher). Pertenceu à primeira geração de filósofos gregos que tinham a physis como princípio.
Os escritos atribuídos a Theano foram: Pitágoras apophthegms, Conselho Feminino, sobre a virtude, sobre a piedade, Em Pitágoras, Philosophical Commentaries, e  Letras. Nenhum desses escritos chegaram a nossos tempos, exceto alguns fragmentos e cartas de autoria incerta. 
 O fragmento sobrevivente de Em Piedade diz respeito a uma analogia de Pitágoras entre os números e os objetos. Havia também várias cartas sobreviventes que orientavam as mulheres de como lidar com as preocupações domésticas: com as crinças, com o marido e com os funcionários.
·         Aspasia de Mileto
Pertencia a uma família da elite de Mileto. Destacava-se pela habilidade de oradora e de excelente educadora.
Uniu-se a Péricles, com quem teve um filho. Pelas leis atenienses, Péricles não podia casar novamente após a separação de sua primeira esposa, com quem conviveu por dez anos.
Foi muito influente no círculo filosófico e político de Atenas, promovia reuniões literárias em sua casa e participava do debate político da época.
·         Asioteia de Filos ( também de data incerta. 410 a. C.) Após ler A República de Platão, foi estudar em sua Academia e passou a lecionar física.

·          Hildegarda de Bingen(1098-1179). Pensadora Alemã.


Hildegarda de Bingen foi uma mulher notável, que escreveu versos e música religiosa, obras de teologia e escritos sobre visões; médica, naturalista, poeta, dramaturga e deixou também inúmeras cartas. É a primeira entre os grandes místicos alemães.  Muito citada, embora pouco conhecida pelo público moderno, Hildegarda rompeu as barreiras do preconceito contra as mulheres de sua época e ganhou respeito como uma autoridade em assuntos teológicos. Muito corajosa, não tinha medo de denunciar ninguém, nem poderosos arcebispos. Para a vida de suas religiosas, compôs poesias, hinos e antífonas, musicados por ela mesma e que hoje estão sendo lançados no mercado discográfico. Também ainda se editam seus livros com receitas de medicina extraídas da natureza. Uma mulher completa, que marcou a história medieval alemã e eclesial.

A sua fama de mística e santidade ultrapassou as fronteiras do seu convento e do seu país, chegando a Roma.  Após quatro tentativas de canonização, Hildegarda permanece apenas beatificada. A Igreja Anglicana também a reconhece como santa. É conhecida também como Santa Hildegarda von Bingen.

(Textos adaptados) In: SPINOLA, Siomara Sodré. Filosofia, Conceitos e Interação. Ed. Leya.
·          coracaomistico.blogspot.com.br;
·          www.wikipedia.org
·          http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505065-hildegard-de-bingen-futura-doutora-da-igreja.

Outras personalidades femininas serão apresentadas no próximo blog.