Ao darmos continuidade à
participação das mulheres na filosofia, reportaremos à Antiguidade e Idade
Média para lembrarmos de mulheres fantásticas que contribuíram muito para a
evolução do conhecimento.
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Theano
Data incerta de nascimento,
morreu em 546 a.C. na Grécia. Foi aluna de Pitágoras (acredita-se que tenha
sido sua mulher). Pertenceu à primeira geração de filósofos gregos que tinham a
physis como princípio.
Os escritos atribuídos a Theano foram: Pitágoras apophthegms, Conselho Feminino, sobre a virtude, sobre a piedade, Em Pitágoras, Philosophical Commentaries, e Letras. Nenhum desses escritos chegaram a nossos tempos, exceto
alguns fragmentos e cartas de autoria incerta.
O fragmento sobrevivente de Em Piedade diz respeito a uma analogia de Pitágoras
entre os números e os objetos. Havia também várias cartas sobreviventes que
orientavam as mulheres de como lidar com as preocupações domésticas: com as
crinças, com o marido e com os funcionários.
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Aspasia
de Mileto
Pertencia
a uma família da elite de Mileto. Destacava-se pela habilidade de oradora e de
excelente educadora.
Uniu-se a Péricles, com quem teve um filho. Pelas leis
atenienses, Péricles não podia casar novamente
após a separação de sua primeira esposa, com quem conviveu por dez anos.
Foi muito influente no círculo filosófico e político de Atenas, promovia reuniões literárias em sua casa e participava do debate político da época.
Foi muito influente no círculo filosófico e político de Atenas, promovia reuniões literárias em sua casa e participava do debate político da época.
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Asioteia de Filos ( também de data incerta. 410 a. C.) Após ler A República de Platão, foi estudar em
sua Academia e passou a lecionar física.
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Hildegarda de Bingen(1098-1179). Pensadora Alemã.
Hildegarda de Bingen foi uma mulher notável, que escreveu versos e música religiosa, obras de teologia e escritos sobre visões; médica, naturalista, poeta, dramaturga e deixou também inúmeras cartas. É a primeira entre os grandes místicos alemães. Muito citada, embora pouco conhecida pelo público moderno, Hildegarda rompeu as barreiras do preconceito contra as mulheres de sua época e ganhou respeito como uma autoridade em assuntos teológicos. Muito corajosa, não tinha medo de denunciar ninguém, nem poderosos arcebispos. Para a vida de suas religiosas, compôs poesias, hinos e antífonas, musicados por ela mesma e que hoje estão sendo lançados no mercado discográfico. Também ainda se editam seus livros com receitas de medicina extraídas da natureza. Uma mulher completa, que marcou a história medieval alemã e eclesial.
A sua fama de mística e santidade ultrapassou as fronteiras do seu convento e do seu país, chegando a Roma. Após quatro tentativas de canonização, Hildegarda permanece apenas beatificada. A Igreja Anglicana também a reconhece como santa. É conhecida também como Santa Hildegarda von Bingen.
(Textos adaptados) In: SPINOLA, Siomara Sodré. Filosofia, Conceitos e Interação. Ed. Leya.
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coracaomistico.blogspot.com.br;
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www.wikipedia.org
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http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505065-hildegard-de-bingen-futura-doutora-da-igreja.
Outras
personalidades femininas serão apresentadas no próximo blog.