terça-feira, 28 de maio de 2013

Jogos eletrônicos e o cérebro

É comum a dúvida que muitos dos educadores e pais possuem a respeito do uso de jogos eletrônicos. Será que eles ajudam ou atrapalham o desenvolvimento dos jovens e crianças?
Para nos ajudar a compreender sobre isso, o Dr. Fernando Louzada, neurocientista da Universidade Federal do Paraná, publicou na revista Scientifc American -Mente Cérebro, o seguinte artigo:
  
Efeitos do videogame
         
 
 
 
Por Fernando Louzada

Em um estudo publicado em 2005 no
American Behavioral Scientist, os autores identificaram uma redução do vocabulário e da oralidade em crianças que assistiram ao programa Teletubbies. No entanto, relataram também um efeito positivo do desenho animado Clifford sobre as mesmas habilidades. Até que ponto devemos orientar nossa educação com base em resultados desse tipo? Acredito que com algumas ressalvas. Muitas das pesquisas que relacionam o uso da tecnologia e o desenvolvimento cognitivo têm limitações metodológicas – a principal delas é que há muitas variáveis que não são levadas em conta. Por exemplo, a leitura superficial das conclusões de um estudo com 800 crianças divulgado pela Pediatrics em 2009 leva a crer que o número de horas diante da TV é proporcional a um menor desenvolvimento de habilidades linguísticas. Entretanto, uma análise mais aprofundada revela que fatores como renda familiar e tempo de amamentação materna influem de forma significativa nessa associação.

Alguns são favoráveis ao uso da tecnologia, principalmente os fabricantes de jogos; outros, entre eles muitos cientistas, acreditam que a intimidade precoce com os eletrônicos pode trazer riscos. O psicólogo Douglas Gentile, da Universidade de Iowa, pesquisador dos efeitos da mídia sobre crianças e adolescentes, afirma que a questão vai além de ser contra ou favor, pois os jogos já estão inseridos na realidade de milhares de crianças no mundo.

Em um artigo publicado no
Psychological Science
, pesquisadores recrutaram vários pais que planejavam comprar o brinquedo para seus filhos e ofereceram o aparelho em troca da participação. As crianças foram divididas em dois grupos: algumas receberam o presente imediatamente e as outras apenas quatro meses depois. Segundo os autores, as que ganharam o jogo primeiro apresentaram redução nas habilidades de leitura e escrita em comparação com as que aguardavam para recebê-lo.

Segundo Daphne Bavelier, pesquisadora da Universidade de Rochester, em Nova York, não faz sentido falarmos em consequências unicamente positivas e negativas de assistir televisão ou jogar videogames. Como toda experiência humana, essas são também multidimensionais.

Além do uso pedagógico, os jogos também revelaram potencial para tratar e reabilitar pacientes com danos cerebrais. Os desafios virtuais ajudam a atenuar sintomas em pessoas com demência e com esquizofrenia. Os psiquiatras Doug Han, da Universidade Chung Ang, na Coreia, e Perry Renshaw, da Universidade de Utah, acreditam no potencial de jogos criados para desenvolver o comportamento social. Em um experimento com crianças com transtornos do espectro autista foi verificada modificação da atividade cerebral em áreas associadas à resposta emocional, o que sugere o efeito positivo do treinamento.

Apesar do interesse crescente da neurociência sobre o tema, os mecanismos envolvidos no estímulo da plasticidade cerebral pelo videogame ainda necessitam ser elucidados. Podemos pensar, porém, em uma situação hipotética, a de um adolescente de 13 anos que passa algumas horas por semana jogando videogame: a redução no desempenho escolar é previsível. O conteúdo violento gerará pensamentos e sentimentos de agressividade, o que poderá modificar o comportamento. Mas, como disse Daphne Bavelier, esses efeitos benéficos têm grandes chances de ser acompanhados por outros prejudiciais, como conduta antissocial e violenta. A utilização de videogames comerciais com fins educacionais é, portanto, bem controversa.

Nos últimos anos foram publicados diversos estudos cuja leitura reforça a ideia de que a aprendizagem por meio de recursos audiovisuais é muito menos efetiva do que aquela mediada por pais ou educadores. Bebês e crianças aprendem muito mais sobre o mundo quando interagem com as pessoas. Ao longo da evolução, a construção do cérebro humano tem sido calcada na interação social. É pouco provável que algum aparato tecnológico consiga substituí-la de maneira satisfatória.




 

7º ano - Orientações de trabalho - Aristóteles e Lógica

Que legal que foi o encontro com o Dr. Fernando! As perguntas que vocês elaboraram foram muito boas e o palestrante respondeu a quase todas. Como é bom conversar com pessoas inteligentes! Acho que deu para aprender muita coisa, não é?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

8º ano - Gabarito

Gabarito da prova de maio.
Obs: não consigo publicar.Tentarei mais tarde.
O blog não está aceitando o gabarito
AH!!! Consegui!!!

Vale a pena ver de novo.
(1,0) Elaborar a síntese do conhecimento adquirido:

Falta de percepção do outro, de seu relato, de sua experiência;

Falta de espaço para percebermos as ideias do outro, mesmo que diferentes, ou contraditórias;

Impedimento dos laços entre as pessoas;

Falta de comunicação entre as pessoas;

Falta de desenvolvimento das ideias para justificar as argumentações;
...

1) Opinar com qualidade.

· A sociedade não está voltada para o outro;
· Os instrumentos tecnológicos “substituem” um diálogo qualificado;
· Há muito trabalho e pouca comunicação entre as pessoas;
· Os estímulos da mídia interrompem uma comunicação interpessoal...

Parte II: Questões de múltipla escolha.(1,0) Comparar e examinar alternativas;

GABARITO

Questão
A
B
C
D
E
1
X
2
X

Parte III- Questões discursivas. (8,0)

1) Algumas sugestões de respostas, porém as mais completas estão m negrito.

· Por ser uma forma de argumento que reflete a mente humana, serve para conectar ideias de tal maneira que as conclusões possam ser tiradas a partir dessas conexões.

· Evita cair no erro e assegura a validade do pensamento.

· O silogismo serve para organizar o pensamento.

· Diante de um problema, aplicando-se as regras do silogismo, chegamos a uma conclusão mais clara, podemos sair com mais desembaraço das perguntas formuladas.

2)Encontramos falácias voluntárias ou sofismas e involuntárias, denominadas de paralogismos. Explique-as.(1,0) Elaborar a síntese do conhecimento adquirido.

Voluntárias, ou sofismas- são argumentos com a intenção deliberada de induzir ao erro. É um raciocínio usado de má fé. (má intenção).

Involuntárias, ou paralogismos: são argumentos sem intenção de nos enganar e podem levar à interpretações erradas.

Questões discursivas.

1) 
 A) apelo à força: é a falácia que utiliza ameaças com o uso da força como consequência.
B) apelo à misericórdia: vale-se da piedade dos envolvidos com a intenção de justificar a inferência (conclusão) desejada.
C)apelo à autoridade: cita uma autoridade não especializada no assunto, para que o argumento tenha peso.
D) apelo à ignorância: consiste em concluir que algo é verdadeiro por não ter sido provado que é falso, ou que algo é falso por não conseguir provar que é verdadeiro.

· Os exemplos devem ser diferentes dos apresentados no livro didático.

2) 

a) Falso dilema
Antídoto: argumentar que há outras opções e possibilidades ao que está sendo colocado.

b) Generalização apressada
Antídoto: argumentar que não se pode usar alguns membros do grupo para julgar o grupo inteiro, e perceber que, na maioria das vezes, tratam-se de estereótipos. É uma falácia muito usada em piadas e relacionada ao preconceito.

terça-feira, 21 de maio de 2013

6º ano - Orientação de pesquisa

Olá, meu 6o. ano!
A semana de provas está chegando, mas ainda não será a da nossa avaliação.
Vocês terão que trazer para a aula do dia 28/05, a pesquisa que fizeram sobre o filósofo Aristóteles, para realizarem o trabalho.

domingo, 19 de maio de 2013

7º ano - Neurociência

Esta semana será de mais trabalho ainda, não é? Pois estudem muito para as provas e garantam uma boa média! Temos uma novidade que vocês vão adorar: no dia 28/5 é provável que o Dr. Fernando Louzada, neurocientista, venha conversar com vocês. Que prestígio, hein!!!

Super 9º - Avaliação Junho - Orientações de estudo

Nossa! Desculpe, equivoquei-me. A avaliação de vocês é apenas em junho, Ufa! Mas, como estamos trabalhando o tema da Ideologia, colocarei um texto e alguns exercícios que serão realizados em casa para o dia 28, após a semana de provas.

Atenção alunos em recuperação de Filosofia: estudem com muita atenção os filósofos da Antiguidade ( Sócrates, Platão e Aristóteles).Dediquem-se mais a estudar a questão da Democracia e sobre a marginalização política. Façam sempre uma reflexão sobre o que estão lendo.Procurem estabelecer relações com a sociedade atual.

Tenham uma boa semana de provas!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Super 9º - Atividade

Olá!
Estamos próximos da avaliação.
Nosso estudo sobre Ideologia será avaliado no dia 28.
Seguem os slides para complementar o estudo do capítulo e uma atividade.
Atividade: Pesquise propagandas nas diversas mídias, recorte, se possível, e identifique o mecanismo ideológico que atua sobre o desejo e a necessidade do produto sobre o consumidor. PS: postarei na pasta do colégio. Há problemas "técnicos".