terça-feira, 18 de junho de 2013

6º ano - Lição de casa 18/6

Lição de casa para o dia 18/06.
Turminha, leia o livro e responda. 

p. 40.
1) "Saber é poder" diz F. Bacon. Cite um exemplo para essa citação.
2) Qual a relação entre Invenções e a Lógica? 
3) "A lógica é uma ciência do raciocínio" 2o. irving Copi. A que conclusão ele chega?

p. 42 e 43.
4) Por que a lógica auxilia nos estudantes?
5) Ex plique duas aplicações da Lógica.

Bom trabalho!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Super 9º - Lição de casa para o dia 18/6.

Leia o livro e responda:
p. 47

1) Qual o significado do termo Alienação?
2) De que maneira Marx conceitua o termo Alienação no trabalho? Quais as consequências dessa alienação?
3) Interprete, através do conceito de Alienação, a seguinte afirmação: O trabalho torna o homem estranho a si mesmo.
p. 48
4) Explique o que seria um trabalhador- mercadoria.
5) Comente os dois últimos parágrafos da p. 48.
p. 49 e 50
6) Marx afirma que o homem se define pela produção.
- explique essa afirmação.
7) Por que ocorre a desumanização do homem através do trabalho, se deveria ser exatamente o contrário?
8) Qual a importância de uma atividade artística?
9) O trabalho apresenta três características importantes, citadas ao final da p. 49. Descreva-as .
Obs: façam respostas completas. Esse é um trabalho de "leitura dirigida" que pode otimizar o nosso tempo.
Na correção, como ocorreu na aula passada, ampliaremos a discussão. 
Bom trabalho.

8º ano - Orientações de trabalho

Olá, turminha.
Nosso trabalho é para o dia 18/6.
Nossa indicação de filme já estava publicada no D.B.(Uma mente brilhante).
Basta assistir ao filme (um trecho já foi visto em sala) e anotar as indicações sugeridas.

7º ano - Lição de Casa

Leia o livro e responda.
p. 37.
1) Explique a diferença entre convencer e persuadir.
2) Qual a importância de uma boa argumentação?
p. 39
3) Explique o que são premissas.
p. 40
4) Explique o que é um argumento Dedutivo e um Indutivo.
p. 42
5) Explique o que é um raciocínio por Analogia.

7º ano - Sessão pipoca

Já que estamos estudando Aristóteles, é importante assistirem a uns vídeos produzidos pela Univesp, sobre esse filósofo, Sócrates e Platão. O material foi muito bem desenvolvido, mas a narração é muito rápida e precisa de atenção.

6º ano - Filme sobre Sócrates, Platão e Aristóteles

Mais uma informação: durante a aula de ontem assistimos a uns filmes sobre Sócrates, Platão e Aristóteles. Eu gostei bastante e os incentivo a ver de novo, com atenção, pois a narração é muito rápida.

6º ano - Lição de casa

Oi, turminha.
Leia a p. 40 e responda:
1)"Saber é poder"- diz Francis Bacon.
Dê um exemplo de Poder que temos através do conhecimento.
2) Qual a relação entre a Lógica e as invenções?
3) " A lógica é uma ciência do raciocínio", segundo Irving Copi. A que conclusão
o autor chega?
 P. 42 e 43.-
4) Explique de que maneira a Lógica auxilia os estudantes.
5) A lógica tem diversas aplicações: explique duas.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Jogos eletrônicos e o cérebro

É comum a dúvida que muitos dos educadores e pais possuem a respeito do uso de jogos eletrônicos. Será que eles ajudam ou atrapalham o desenvolvimento dos jovens e crianças?
Para nos ajudar a compreender sobre isso, o Dr. Fernando Louzada, neurocientista da Universidade Federal do Paraná, publicou na revista Scientifc American -Mente Cérebro, o seguinte artigo:
  
Efeitos do videogame
         
 
 
 
Por Fernando Louzada

Em um estudo publicado em 2005 no
American Behavioral Scientist, os autores identificaram uma redução do vocabulário e da oralidade em crianças que assistiram ao programa Teletubbies. No entanto, relataram também um efeito positivo do desenho animado Clifford sobre as mesmas habilidades. Até que ponto devemos orientar nossa educação com base em resultados desse tipo? Acredito que com algumas ressalvas. Muitas das pesquisas que relacionam o uso da tecnologia e o desenvolvimento cognitivo têm limitações metodológicas – a principal delas é que há muitas variáveis que não são levadas em conta. Por exemplo, a leitura superficial das conclusões de um estudo com 800 crianças divulgado pela Pediatrics em 2009 leva a crer que o número de horas diante da TV é proporcional a um menor desenvolvimento de habilidades linguísticas. Entretanto, uma análise mais aprofundada revela que fatores como renda familiar e tempo de amamentação materna influem de forma significativa nessa associação.

Alguns são favoráveis ao uso da tecnologia, principalmente os fabricantes de jogos; outros, entre eles muitos cientistas, acreditam que a intimidade precoce com os eletrônicos pode trazer riscos. O psicólogo Douglas Gentile, da Universidade de Iowa, pesquisador dos efeitos da mídia sobre crianças e adolescentes, afirma que a questão vai além de ser contra ou favor, pois os jogos já estão inseridos na realidade de milhares de crianças no mundo.

Em um artigo publicado no
Psychological Science
, pesquisadores recrutaram vários pais que planejavam comprar o brinquedo para seus filhos e ofereceram o aparelho em troca da participação. As crianças foram divididas em dois grupos: algumas receberam o presente imediatamente e as outras apenas quatro meses depois. Segundo os autores, as que ganharam o jogo primeiro apresentaram redução nas habilidades de leitura e escrita em comparação com as que aguardavam para recebê-lo.

Segundo Daphne Bavelier, pesquisadora da Universidade de Rochester, em Nova York, não faz sentido falarmos em consequências unicamente positivas e negativas de assistir televisão ou jogar videogames. Como toda experiência humana, essas são também multidimensionais.

Além do uso pedagógico, os jogos também revelaram potencial para tratar e reabilitar pacientes com danos cerebrais. Os desafios virtuais ajudam a atenuar sintomas em pessoas com demência e com esquizofrenia. Os psiquiatras Doug Han, da Universidade Chung Ang, na Coreia, e Perry Renshaw, da Universidade de Utah, acreditam no potencial de jogos criados para desenvolver o comportamento social. Em um experimento com crianças com transtornos do espectro autista foi verificada modificação da atividade cerebral em áreas associadas à resposta emocional, o que sugere o efeito positivo do treinamento.

Apesar do interesse crescente da neurociência sobre o tema, os mecanismos envolvidos no estímulo da plasticidade cerebral pelo videogame ainda necessitam ser elucidados. Podemos pensar, porém, em uma situação hipotética, a de um adolescente de 13 anos que passa algumas horas por semana jogando videogame: a redução no desempenho escolar é previsível. O conteúdo violento gerará pensamentos e sentimentos de agressividade, o que poderá modificar o comportamento. Mas, como disse Daphne Bavelier, esses efeitos benéficos têm grandes chances de ser acompanhados por outros prejudiciais, como conduta antissocial e violenta. A utilização de videogames comerciais com fins educacionais é, portanto, bem controversa.

Nos últimos anos foram publicados diversos estudos cuja leitura reforça a ideia de que a aprendizagem por meio de recursos audiovisuais é muito menos efetiva do que aquela mediada por pais ou educadores. Bebês e crianças aprendem muito mais sobre o mundo quando interagem com as pessoas. Ao longo da evolução, a construção do cérebro humano tem sido calcada na interação social. É pouco provável que algum aparato tecnológico consiga substituí-la de maneira satisfatória.




 

7º ano - Orientações de trabalho - Aristóteles e Lógica

Que legal que foi o encontro com o Dr. Fernando! As perguntas que vocês elaboraram foram muito boas e o palestrante respondeu a quase todas. Como é bom conversar com pessoas inteligentes! Acho que deu para aprender muita coisa, não é?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

8º ano - Gabarito

Gabarito da prova de maio.
Obs: não consigo publicar.Tentarei mais tarde.
O blog não está aceitando o gabarito
AH!!! Consegui!!!

Vale a pena ver de novo.
(1,0) Elaborar a síntese do conhecimento adquirido:

Falta de percepção do outro, de seu relato, de sua experiência;

Falta de espaço para percebermos as ideias do outro, mesmo que diferentes, ou contraditórias;

Impedimento dos laços entre as pessoas;

Falta de comunicação entre as pessoas;

Falta de desenvolvimento das ideias para justificar as argumentações;
...

1) Opinar com qualidade.

· A sociedade não está voltada para o outro;
· Os instrumentos tecnológicos “substituem” um diálogo qualificado;
· Há muito trabalho e pouca comunicação entre as pessoas;
· Os estímulos da mídia interrompem uma comunicação interpessoal...

Parte II: Questões de múltipla escolha.(1,0) Comparar e examinar alternativas;

GABARITO

Questão
A
B
C
D
E
1
X
2
X

Parte III- Questões discursivas. (8,0)

1) Algumas sugestões de respostas, porém as mais completas estão m negrito.

· Por ser uma forma de argumento que reflete a mente humana, serve para conectar ideias de tal maneira que as conclusões possam ser tiradas a partir dessas conexões.

· Evita cair no erro e assegura a validade do pensamento.

· O silogismo serve para organizar o pensamento.

· Diante de um problema, aplicando-se as regras do silogismo, chegamos a uma conclusão mais clara, podemos sair com mais desembaraço das perguntas formuladas.

2)Encontramos falácias voluntárias ou sofismas e involuntárias, denominadas de paralogismos. Explique-as.(1,0) Elaborar a síntese do conhecimento adquirido.

Voluntárias, ou sofismas- são argumentos com a intenção deliberada de induzir ao erro. É um raciocínio usado de má fé. (má intenção).

Involuntárias, ou paralogismos: são argumentos sem intenção de nos enganar e podem levar à interpretações erradas.

Questões discursivas.

1) 
 A) apelo à força: é a falácia que utiliza ameaças com o uso da força como consequência.
B) apelo à misericórdia: vale-se da piedade dos envolvidos com a intenção de justificar a inferência (conclusão) desejada.
C)apelo à autoridade: cita uma autoridade não especializada no assunto, para que o argumento tenha peso.
D) apelo à ignorância: consiste em concluir que algo é verdadeiro por não ter sido provado que é falso, ou que algo é falso por não conseguir provar que é verdadeiro.

· Os exemplos devem ser diferentes dos apresentados no livro didático.

2) 

a) Falso dilema
Antídoto: argumentar que há outras opções e possibilidades ao que está sendo colocado.

b) Generalização apressada
Antídoto: argumentar que não se pode usar alguns membros do grupo para julgar o grupo inteiro, e perceber que, na maioria das vezes, tratam-se de estereótipos. É uma falácia muito usada em piadas e relacionada ao preconceito.

terça-feira, 21 de maio de 2013

6º ano - Orientação de pesquisa

Olá, meu 6o. ano!
A semana de provas está chegando, mas ainda não será a da nossa avaliação.
Vocês terão que trazer para a aula do dia 28/05, a pesquisa que fizeram sobre o filósofo Aristóteles, para realizarem o trabalho.

domingo, 19 de maio de 2013

7º ano - Neurociência

Esta semana será de mais trabalho ainda, não é? Pois estudem muito para as provas e garantam uma boa média! Temos uma novidade que vocês vão adorar: no dia 28/5 é provável que o Dr. Fernando Louzada, neurocientista, venha conversar com vocês. Que prestígio, hein!!!

Super 9º - Avaliação Junho - Orientações de estudo

Nossa! Desculpe, equivoquei-me. A avaliação de vocês é apenas em junho, Ufa! Mas, como estamos trabalhando o tema da Ideologia, colocarei um texto e alguns exercícios que serão realizados em casa para o dia 28, após a semana de provas.

Atenção alunos em recuperação de Filosofia: estudem com muita atenção os filósofos da Antiguidade ( Sócrates, Platão e Aristóteles).Dediquem-se mais a estudar a questão da Democracia e sobre a marginalização política. Façam sempre uma reflexão sobre o que estão lendo.Procurem estabelecer relações com a sociedade atual.

Tenham uma boa semana de provas!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Super 9º - Atividade

Olá!
Estamos próximos da avaliação.
Nosso estudo sobre Ideologia será avaliado no dia 28.
Seguem os slides para complementar o estudo do capítulo e uma atividade.
Atividade: Pesquise propagandas nas diversas mídias, recorte, se possível, e identifique o mecanismo ideológico que atua sobre o desejo e a necessidade do produto sobre o consumidor. PS: postarei na pasta do colégio. Há problemas "técnicos".

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A importância de uma educação reflexiva


“Ensinar filosofia é exatamente como fazer jardinagem. Você toma as sementes do pensamento e planta no espírito fértil das crianças. Em seguida, você as enriquece com questões pertinentes e provocadoras. Pouco depois, você vê germinar, à sua frente, um indivíduo com um pensamento crítico que não apenas vai enriquecer sua vida e a dele próprio, mas a vida de todos à sua volta.”

Marilyn L. Sklar

    Nas aulas de Filosofia do Fundamental I e II do Colégio  Sidarta, costumamos utilizar o termo Comunidade de Aprendizagem Investigativa cujo significado contempla um fazer pensar, perguntar, ouvir, discernir, dialogar e o seu objetivo é produzir conhecimento. Segundo Mattew Lipman, criador do método Filosofia para crianças, ”a inteligência não reside na capacidade de acumular informação, mas na capacidade de perceber o que é essencial e de agir eficazmente sobre as coisas.”  

     A educação para o pensar  foi relatada no artigo da professora Marta Bergamashi _ Prosa filosófico-pedagógica_ que explicita a importância de uma educação para o pensar e a necessidade da construção de uma comunidade de aprendizagem investigativa para prover essa educação.

    Seguem alguns trechos:

    [...]“ para que as crianças e os jovens, possam ser livres para expressar suas ideias, devem sentir, no caso da escola, que o clima geral da classe (pares e o facilitador) é pleno de confiança e de respeito. Se o respeito transparece na relação professor- alunos, ele se amplia para todos os participantes da comunidade de aprendizagem. Quando esta condição é atendida, as criança ou os jovem se integram com toda confiança no debate. E à medida que eles tomam consciência do lugar que ocupam, esforçam-se para produzir ideias criativas e diferentes. Isto porque percebem que suas ideias são aceitas e que contribuem para a evolução da comunidade de aprendizagem.

    Esse respeito exigido no grupo amplia as possibilidades do educando superar a si mesmo e ainda acentua a motivação individual. Com isto a discussão torna-se dinâmica, curiosa, aberta e consequentemente  rica em novas ideias, chegando a limites e proporções inacreditáveis.

    A educação para o pensar contribui significativamente para o crescimento pessoal e interpessoal do educando. Ela ajuda a criança ou o jovem a se tornar uma pessoa moral; a criar relações autênticas com seus pares e consigo mesma. Eles aprendem a confiança e o respeito. Eles aprendem a participar ativamente no fortalecimento do bem comum e assim a elaborar relações sociais eficazes. Em outras palavras, a educação para o pensar garante experiências ricas em significados.

    [...] Acredita-se ainda, que se melhorarmos o modo de ler dessas crianças e jovens, certamente conseguiremos melhorar o modo como eles pensam. A tese dos pesquisadores na área da filosofia para jovens e crianças, e das teorias da aprendizagem, é de que a leitura e o pensamento são interdependentes. Um ajuda o outro. Consequentemente, ajudar as crianças e jovens a pensarem, pode muito bem ajudá-los a ler.

    Não se trata aqui somente de ler as palavras e pronunciá-las, mas aprender a captar o sentido das palavras, das orações no contexto em que aparecem. [...]

    Quanto mais facilidade se tem para fazer inferências, mais significados é possível se extrair daquilo que se lê, o que, tornará a leitura cada vez mais satisfatória.

    A comunidade de aprendizagem investigativa possibilita e encoraja a descoberta de sentidos e as inferências. O que é discutível  é se o pensar pode ser ensinado, mas não há dúvida de que pode ser estimulado, encorajado.” (Texto extraído da internet- http://boletimdiad.blogspot.com.br/prosa filosófico-pedagógica.)

 

 

domingo, 14 de abril de 2013

7º ano - Correção de trabalhos

Olá! Já corrigi os trabalhos e ficaram bons. A maioria conseguiu notas mais altas, que bom, não é? Amanhã ficarão sabendo...aguardem.

Bjs
Lilian

Super 9º - Orientações de Estudo

Olás!!!
Amanhã teremos a avaliação.
Uma dica: a parte discursiva é baseada na Unidade 2.Logo, estudem muito.E qual é a outra parte? Ah! Múltipla escolha...pois é, a outra parte da matéria encontra-se aí.
Façam um bom resumo para ajudar nos estudos.

Bjs
Lilian
Obs: não aceito nenhuma nota abaixo de 8,0!!!

terça-feira, 9 de abril de 2013

Super 9º - Gabarito

Gabarito – 9º. ano. Avaliação 09/04/2013
Parte I: Questões de múltipla escolha.

GABARITO: Não rasure!



Questão
A
B
C
D
E
1
X
2
X
3
X

segunda-feira, 8 de abril de 2013

7º ano - Grupos de trabalho

Oi, turminha!
Como estão os trabalhos?

Peço especial atenção aos grupos da Ana Nuzzi e Luisa Maestrelli. São grupos que explicarão sobre os cientistas, mas atenção, não escolham os mesmos, OK?

Sobre "as religiões", o grupo do cristianismo não deve esquecer que não é apenas o catolicismo uma religião cristã, há outras, como exemplo: evangélica, espírita...

Os demais grupos não têm como "duplicar". Os que farão sobre a Filosofia devem escolher os filósofos modernos e o outro grupo, sobre os contemporâneos. Não deixem de opinar sobre as suas escolhas.

Bom trabalho!


terça-feira, 2 de abril de 2013

O diálogo como crescimento

 
A palavra diálogo é composta de duas palavras gregas – “dia”, que significa “através de” e de “logos” que pode ser entendida como “significado, palavra, expressão, verbo, fala, relação”.
Desde o 6º. ano refletimos sobre a necessidade do diálogo e a importância que  ele tem sobre as relações humanas. É através dele que ampliamos a percepção sobre a realidade e nos tornamos cada vez mais humanos.
Sabemos dialogar bem pouco, pois sempre estamos “armados” de nossas convicções e, geralmente, não aceitamos opiniões contrárias.
A característica básica do diálogo é saber ouvir despojadamente, isto é, sem a pretensão de dominar a verdade. O diálogo não é doutrinador, é um espaço democrático onde as ideias podem fluir livremente e acrescentar sentido às nossas razões.
O texto abaixo vai complementar a  ideia sobre a importância do diálogo e como as discordâncias podem acrescentar novos horizontes à nossa percepção.

As discordâncias
 
 " [...]     Se fôssemos mais flexíveis com as discordâncias, logo destruiríamos a soberba de que somos os donos da verdade e de que ninguém sabe mais do que nós. Não deveria ser tão estranho alguém discordar de nós, até porque ninguém é obrigado a concordar com tudo nem com todos. Ainda bem que o concordar é relativo à força da persuasão! Há de se convencer alguém a concordar com você, e isso não é tão simples assim. Posso até conviver com você, mas nunca estou obrigado a concordar com seus pensamentos. 
         Volta e meia, algumas pessoas se aproximam de nós – pelo menos eu já passei por experiência parecida – para dar uma opinião esperando apenas uma confirmação positiva acerca do assunto. Ou seja, o desejo de autoafirmação das pessoas é tão forte que o diálogo crítico e autêntico acaba se banalizando ou mesmo ficando em segundo plano. Muitas vezes, sufocamos o diálogo em virtude de uma acomodação simples e passiva às opiniões alheias, quando, na verdade, segundo Paulo Freire, o diálogo “é uma relação horizontal de A com B. Nasce de uma matriz crítica e gera criticidade (Jaspers). Nutre-se de amor, de humanidade, de esperança, de fé, de confiança. Por isso, somente o diálogo comunica. E quando os dois pólos do diálogo se ligam assim, com amor, com esperança, com fé no próximo, se fazem críticos na procura de algo e se produz uma relação de 'empatia' entre ambos”(FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. 12ª ed. São Paulo: Paz e Terra, p. 39).
         Somente uma educação com base na ironia socrática ou na humildade pode nos levar a descobrir o valor das discordâncias. Discordar eleva a discussão ao grau de maturidade intelectual em que ambos estão suscetíveis a mudar de opinião. Discordar, com isso, tira o ranço de autoridade que há no diálogo entre duas pessoas que se dizem civilizadas. Discordar fortalece os argumentos que se pretendem afirmar. Discordar nos permite ir além do óbvio. Discordar põe à prova algumas verdades estabelecidas. Discordar quebra o gelo num grupo, numa palestra chata ou numa reunião burocrática. Discordar é também saber aceitar as discordâncias e contradições no seu discurso, até porque ninguém está totalmente certo nem totalmente errado. Aliás, quando discordamos, aprendemos que não somos suficientes, e sim necessários.
        [...]A educação crítica considera os homens como seres em devir, como seres inacabados, incompletos em uma realidade igualmente inacabada e juntamente com ela. Por oposição a outros animais, que são inacabados mas não históricos, os homens sabem-se incompletos. Os homens têm consciência de que são incompletos, e assim, nesse estar inacabados e na consciência que disso têm, encontram-se as raízes mesmas da educação como fenômeno puramente humano. O caráter inacabado dos homens e o caráter evolutivo da realidade exigem que a educação seja 'uma atividade contínua'. A educação é, deste modo, continuamente refeita pela práxis”(FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação: uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez & Morais, 1979, p. 42).
         É essa sensação de inacabamento que resulta das discordâncias. Daí, serem elas tão importantes para a transformação dos valores e do modo como é visto o mundo, do modo como se contam as histórias, do modo como se falam novas coisas. Discordar, minha gente, não é ofender ninguém, mas falar de um outro modo o que ninguém, talvez, tenha falado, permitir-se ao risco de pensar novamente o que já foi pensado."

Prof. Jackislandy Meira de Medeiros Silva
Especialista em Metafísica, Licenciado em Filosofia, Bacharel em Teologia e Pós-graduando em Estudos Clássicos pela UnB/Archai/Unesco.




segunda-feira, 25 de março de 2013

7º ano - Lição de casa

Olás!!!
Vamos trabalhar com os tipos de conhecimento que temos.
Nas páginas 27, 28 e 29, do livro, vocês já poderão ter uma ideia.
O interessante é trabalhar as religiões que vocês mais se interessam em conhecer, os cientistas e filósofos que lhes chamam a atenção e que vocês gostariam de saber mais.
Dividiremos em sala esses temas, mas vão pensando.
Até mais.
Lilian

segunda-feira, 18 de março de 2013

Como anda a sua fé?

Muitos de nossos alunos nunca assistiram a um Conclave.Nessa reunião escolhe-se o novo papa.Para a nossa surpresa, nós também nunca havíamos assistido a uma escolha dessas com um papa ainda vivo. A última vez que isso ocorreu, foi há seiscentos anos.
Enfim, o mundo aguardava ansioso e na tarde fria de 13 de março o anúncio foi dado:  Francisco- o novo pontífice.
Mas, como anda a sua fé? Em que você acredita?
Essas questões ainda são relevantes uma vez que o ser humano está ligado a crenças, a convicções que o auxiliam a viver, a projetar seu futuro, a ter esperanças de realizar seus sonhos.
Mas o que muda? Questões como: homossexualismo,contraceptivos,divórcio e tantas outras,deverão ser revistas e atualizadas.
Muitas especulações a respeito de suas ações acontecem: " é dedicado à causa dos pobres"; "sua marca é a humildade";" a simplicidade é a tônica de suas ações";" a atitude primordial de um jesuíta é amar e servir". Ora, não são essas as competências esperadas de um religioso? Onde está a novidade? O seu antecessor não era assim também?
O escritor peruano, Mario Vargas Llosa, premio Nobel de literatura, disse a respeito do novo papa: " Espero que inicie o processo de modernização da Igreja,libertando-a de anacronismos como tratar de temas como sexo e mulher. Caso contrário, vai continuar perdendo audiência" ( jornal O.E.S.P. 17/03/2013).
Todos nós esperamos que a Igreja se renove, que fale bem próximo aos jovens, que se atualize e amplie seus serviços a todos os que nela depositam a fé em tempos melhores.
Bem-vindo, papa Francisco e que possa realizar tais renovações.

                                                                                                                                                          
 
 
Mario Vargas Llosa

domingo, 17 de março de 2013

Filosofia e Humildade

Paulo Freire

Todos somos filósofos, dizia Sócrates, pois temos a capacidade de refletir sobre os fenômenos, sobre a sociedade e, principalmente, sobre as atitudes humanas. Sócrates foi o filósofo da Antiguidade que
mereceu ser chamado de "O homem mais sábio de Atenas", pelo oráculo de Delfos.Sua sabedoria consistia em crer que "nada sabia", com a maior humildade possível.
Paulo Freire,prestigiado pedagogo brasileiro, compartilhou da mesma ideia de Sócrates, disse: "Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre".
Aprendizes, é o que somos.Para tanto precisamos de humildade a fim de não estancarmos o nosso conhecimento. Assim como a rede ( a de pescador, ou a eletrônica) que nos leva a algum item dos saberes, precisamos nos "alimentar" com muitos desses para acrescentarmos um pouquinho mais de conhecimento à nossa humilde existência.
Alunos: que nosso ano de investigação seja muito proveitoso e que saibamos ser humildes para atingirmos um pouco mais de conhecimento.Bem-vindos ao blog!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Super 9º - O percurso de Sidarta e o problema da identidade

Olá!

O vídeo que fizemos ficou muito bom, mas não dará para analisá-lo amanhã.Vou aguardar as avaliações e depois faremos isso. Temos que melhorá-lo muito no final do trimestre, preparem-se.

Daremos início ao capítulo de Política e Cidadania. É um tema que gosto muito de explorar e preciso muito da atenção e reflexão de vocês. 

Dia 09/04 é a entrega da primeira parte do Sidarta. Como estão indo? O livro é muito bom e nos remete ao autoconhecimento.

Encontrei um estudo desse livro em Psicologia USP - O percurso de Sidarta e o problema da identidade: um estudo transdisciplinar do romance de Hermann Hesse.

Achei bem interessante a abordagem. Apesar de não terem as informações da Psicologia, há algumas coisas bem à altura de vocês.

Podem entrar por aí: www.scielo.br/scielo.php?pid=S010, ou recorrer ao google com as indicações acima.