quinta-feira, 18 de abril de 2013

A importância de uma educação reflexiva


“Ensinar filosofia é exatamente como fazer jardinagem. Você toma as sementes do pensamento e planta no espírito fértil das crianças. Em seguida, você as enriquece com questões pertinentes e provocadoras. Pouco depois, você vê germinar, à sua frente, um indivíduo com um pensamento crítico que não apenas vai enriquecer sua vida e a dele próprio, mas a vida de todos à sua volta.”

Marilyn L. Sklar

    Nas aulas de Filosofia do Fundamental I e II do Colégio  Sidarta, costumamos utilizar o termo Comunidade de Aprendizagem Investigativa cujo significado contempla um fazer pensar, perguntar, ouvir, discernir, dialogar e o seu objetivo é produzir conhecimento. Segundo Mattew Lipman, criador do método Filosofia para crianças, ”a inteligência não reside na capacidade de acumular informação, mas na capacidade de perceber o que é essencial e de agir eficazmente sobre as coisas.”  

     A educação para o pensar  foi relatada no artigo da professora Marta Bergamashi _ Prosa filosófico-pedagógica_ que explicita a importância de uma educação para o pensar e a necessidade da construção de uma comunidade de aprendizagem investigativa para prover essa educação.

    Seguem alguns trechos:

    [...]“ para que as crianças e os jovens, possam ser livres para expressar suas ideias, devem sentir, no caso da escola, que o clima geral da classe (pares e o facilitador) é pleno de confiança e de respeito. Se o respeito transparece na relação professor- alunos, ele se amplia para todos os participantes da comunidade de aprendizagem. Quando esta condição é atendida, as criança ou os jovem se integram com toda confiança no debate. E à medida que eles tomam consciência do lugar que ocupam, esforçam-se para produzir ideias criativas e diferentes. Isto porque percebem que suas ideias são aceitas e que contribuem para a evolução da comunidade de aprendizagem.

    Esse respeito exigido no grupo amplia as possibilidades do educando superar a si mesmo e ainda acentua a motivação individual. Com isto a discussão torna-se dinâmica, curiosa, aberta e consequentemente  rica em novas ideias, chegando a limites e proporções inacreditáveis.

    A educação para o pensar contribui significativamente para o crescimento pessoal e interpessoal do educando. Ela ajuda a criança ou o jovem a se tornar uma pessoa moral; a criar relações autênticas com seus pares e consigo mesma. Eles aprendem a confiança e o respeito. Eles aprendem a participar ativamente no fortalecimento do bem comum e assim a elaborar relações sociais eficazes. Em outras palavras, a educação para o pensar garante experiências ricas em significados.

    [...] Acredita-se ainda, que se melhorarmos o modo de ler dessas crianças e jovens, certamente conseguiremos melhorar o modo como eles pensam. A tese dos pesquisadores na área da filosofia para jovens e crianças, e das teorias da aprendizagem, é de que a leitura e o pensamento são interdependentes. Um ajuda o outro. Consequentemente, ajudar as crianças e jovens a pensarem, pode muito bem ajudá-los a ler.

    Não se trata aqui somente de ler as palavras e pronunciá-las, mas aprender a captar o sentido das palavras, das orações no contexto em que aparecem. [...]

    Quanto mais facilidade se tem para fazer inferências, mais significados é possível se extrair daquilo que se lê, o que, tornará a leitura cada vez mais satisfatória.

    A comunidade de aprendizagem investigativa possibilita e encoraja a descoberta de sentidos e as inferências. O que é discutível  é se o pensar pode ser ensinado, mas não há dúvida de que pode ser estimulado, encorajado.” (Texto extraído da internet- http://boletimdiad.blogspot.com.br/prosa filosófico-pedagógica.)

 

 

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