terça-feira, 30 de setembro de 2014

Somos "idiotas"?

Somos idiotas?


Em época de eleição somos solicitados a refletir sobre a qualidade dos candidatos. Será que há mesmo essa reflexão? Temos muito que aprender com os gregos da Antiguidade.


Em grego - idiotés significa aquele que apenas se preocupa com o seu mundinho e se distancia da coisa pública. É aquele que se recusa a usar a sua própria razão. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

a santa filósofa



“Só o amor dá valor a todas as coisas. E o mais necessário é que seja grande o bastante para que nenhuma coisa o estorve.” Teresa de Ávila.

Nos livros de filosofia certamente encontraremos muitos nomes masculinos e quase nada de nomes femininos. Na realidade, pela própria condição da mulher na sociedade antiga e medieval, não eram vistas com a seriedade merecida, embora fossem  verdadeiras pensadoras.
Na Idade Média era costume nas importantes famílias colocar uma de suas filhas ou filho, na vida religiosa. Uma delas, Teresa de Jesus de Ávila, foi importante pensadora embora tenha buscado a vida religiosa por si mesma.
Teresa de Cepeda e Ahumada nasceu em Ávila, Espanha, em 1515 e faleceu em 1582. Pertencia a uma família de nobres.
Era exímia leitora e desde criança apresentava grande interesse pela vida dos santos. Admirava a coragem dos santos em conquistar a glória eterna.
Após uma fuga de casa mal sucedida, ela e seu irmão, viveram isolados na própria casa. Tentaram construir uma cela na parte exterior da casa, mas ficou inacabada.
Nessa solidão, produziu inúmeros escritos. Aos vinte anos entrou para o Convento da Encarnação e em 1562 fundou o primeiro monastério da ordem das Carmelitas Descalças. Tal atitude provocou um grande alvoroço na família e na sociedade.
Embora tenha sido uma mística, produziu um pensamento considerado original por muitos críticos. Entre suas obras estão: Caminho da Perfeição, Livrode sua vida, Castelo interior e outros.
Foi canonizada em 1622 no dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja.
“Só o amor dá valor a todas as coisas. E o mais necessário é que seja grande o bastante para que nenhuma coisa o estorve.” Teresa de Ávila.

Bibliografia:
AUCLAIR, Marcelle. Teresa de Ávila. (Tradução de Rafael Stanziona de Moraes). São Paulo: Quadrante, 1995.

Filosofia: leituras, conceitos e interação. SPINOLA,Siomara Sodré.Ed. Leya.  

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Cristina de Pizan- prestigiada filósofa da Idade Média


  



 Ao falarmos de Mulheres na Idade Média, não nos passaria pela cabeça que uma mulher pudesse ter feito tamanho rebuliço nessa época.
   Cristina de Pizan (1365- 1431), apesar de ter nascido em Veneza, foi desde muito cedo para a França e lá se consagrou como filósofa,  poetisa e astróloga.
   Além de ser reconhecida como a primeira escritora da Europa, destacou-se por viver de seu trabalho ( coisa muito rara para uma mulher das letras).
   É considerada por muitos, como a primeira escritora feminista. Sua linguagem transmitia a certeza de que as mulhres desempenhavam um importante papel dentro da sociedade.
  A principal obra é A Cidade das Mulheres, escrita em 1405. “Se as mulheres tivessem escrito livros, seguramente tudo teria sido diferente”, afirmou a escritora medieval.
  “Sua obra mais importante foi A Cidade das Mulheres, a autora recorre a três figuras alegóricas que aparecem em seu lugar de trabalho: Razão, Direito e Justiça- três virtudes laicas que se contrapõem às teológicas: Fé, Esperança e Caridade, para reabilitar as mulheres construindo uma cidade cujos cimentos, pedras e acabamentos são os exemplos de mulheres virtuosas e cuja argamassa é a tinta”. (http://historiadelasexualidad.blogspot.com.br/p/cristina-de-pizan.html) Tradução da professora.
   Outra obra importante foi O Romance da Rosa. Esse poema lhe rendeu uma infindável disputa com o escritor Jean Meung, mas a definiu como escritora e crítica.
Bibliografia:
SPÍNDOLA, Siomara. Filosofia, Conceitos e Interação. Ed, Leya.



quarta-feira, 16 de abril de 2014

Mulheres na Filosofia


Ao darmos continuidade à participação das mulheres na filosofia, reportaremos à Antiguidade e Idade Média para lembrarmos de mulheres fantásticas que contribuíram muito para a evolução do conhecimento.

·         Theano
Data incerta de nascimento, morreu em 546 a.C. na Grécia. Foi aluna de Pitágoras (acredita-se que tenha sido sua mulher). Pertenceu à primeira geração de filósofos gregos que tinham a physis como princípio.
Os escritos atribuídos a Theano foram: Pitágoras apophthegms, Conselho Feminino, sobre a virtude, sobre a piedade, Em Pitágoras, Philosophical Commentaries, e  Letras. Nenhum desses escritos chegaram a nossos tempos, exceto alguns fragmentos e cartas de autoria incerta. 
 O fragmento sobrevivente de Em Piedade diz respeito a uma analogia de Pitágoras entre os números e os objetos. Havia também várias cartas sobreviventes que orientavam as mulheres de como lidar com as preocupações domésticas: com as crinças, com o marido e com os funcionários.
·         Aspasia de Mileto
Pertencia a uma família da elite de Mileto. Destacava-se pela habilidade de oradora e de excelente educadora.
Uniu-se a Péricles, com quem teve um filho. Pelas leis atenienses, Péricles não podia casar novamente após a separação de sua primeira esposa, com quem conviveu por dez anos.
Foi muito influente no círculo filosófico e político de Atenas, promovia reuniões literárias em sua casa e participava do debate político da época.
·         Asioteia de Filos ( também de data incerta. 410 a. C.) Após ler A República de Platão, foi estudar em sua Academia e passou a lecionar física.

·          Hildegarda de Bingen(1098-1179). Pensadora Alemã.


Hildegarda de Bingen foi uma mulher notável, que escreveu versos e música religiosa, obras de teologia e escritos sobre visões; médica, naturalista, poeta, dramaturga e deixou também inúmeras cartas. É a primeira entre os grandes místicos alemães.  Muito citada, embora pouco conhecida pelo público moderno, Hildegarda rompeu as barreiras do preconceito contra as mulheres de sua época e ganhou respeito como uma autoridade em assuntos teológicos. Muito corajosa, não tinha medo de denunciar ninguém, nem poderosos arcebispos. Para a vida de suas religiosas, compôs poesias, hinos e antífonas, musicados por ela mesma e que hoje estão sendo lançados no mercado discográfico. Também ainda se editam seus livros com receitas de medicina extraídas da natureza. Uma mulher completa, que marcou a história medieval alemã e eclesial.

A sua fama de mística e santidade ultrapassou as fronteiras do seu convento e do seu país, chegando a Roma.  Após quatro tentativas de canonização, Hildegarda permanece apenas beatificada. A Igreja Anglicana também a reconhece como santa. É conhecida também como Santa Hildegarda von Bingen.

(Textos adaptados) In: SPINOLA, Siomara Sodré. Filosofia, Conceitos e Interação. Ed. Leya.
·          coracaomistico.blogspot.com.br;
·          www.wikipedia.org
·          http://www.ihu.unisinos.br/noticias/505065-hildegard-de-bingen-futura-doutora-da-igreja.

Outras personalidades femininas serão apresentadas no próximo blog.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

8º ano - Lição de Casa - Reflexão

Olá, alunos!
Temos um exercício para refletir.
Após  relerem o que vimos em sala de aula, respondam as questões colocadas na página 16- “Questões para pensar”. Mas...pensem mesmo!

Até terça.

7º ano - Lição de Casa - Pesquisa

Olá, alunos!
Pedimos para casa uma pesquisa sobre o período cosmológico. Depois de lerem a pesquisa, façam um resumo (com suas palavras) e transcreva para a página 12 do livro.
Em aula, vamos compartilhar esse conhecimento.

Até terça.

Curiosidade - Sábias mulheres



É comum as pessoas pensarem que não houve filósofas na Antiguidade. Normalmente estudamos os filósofos e pouca atenção os livros dão às mulheres pensadoras.

Não era comum a mulher receber instrução e destacar-se na sociedade. A cultura da época era muito restritiva em relação às mulheres. Mas tivemos grandes exceções e vamos destacar apenas duas: En - Heduana e Hipácia de Alexandria.