Somos idiotas?
Em época de eleição somos solicitados a refletir sobre a qualidade dos candidatos. Será que há mesmo essa reflexão?
Temos muito que aprender com os gregos da Antiguidade.
Em grego - idiotés significa aquele que apenas se preocupa com o seu mundinho e se distancia da coisa pública. É aquele que se recusa a usar a sua própria razão.
Aristóteles, filósofo da Antiguidade, pensava a Política como a Ética aplicada ao bem público, ao coletivo. Defendia a democracia e afirmava que ela atuava diretamente sobre a vida social e política dos indivíduos. Dizia que o homem é um ser político, necessariamente.
Partia do princípio de que as relações humanas são necessárias e não contingentes e isso os levaria a participar ativamente da vida política.
Através da política o ser humano tem por causa final, alcançar a Felicidade. “A sociedade política, a mais alta dentre todas as associações, a que abarca a todas as outras, tem em vista a maior vantagem possível, o bem mais alto de todos.” ( ARISTÓTELES, Política. Universidade de Brasília.)
Pensando sobre nossa realidade, até que ponto estamos inseridos no conceito aristotélico de política? Procuramos, de fato, o bem comum? A ética está efetivamente inserida nas questões políticas?Nossa causa final, como dizia Aristóteles é a felicidade do grupo, ou apenas a minha?
De quem é a responsabilidade dessa idioté?
Somos responsáveis por nossa alienação. A política pede a nossa participação para que possamos caminhar no interior de uma sociedade mais justa e igualitária.
Relembrar o conceito de Aristóteles sobre política não é regredir, mas acima de tudo, nos conscientizar de que fazemos pouco, quase nada para impedir que esse “apolitismo” permaneça.
Recuse a idiotés.
Sugestão de leitura:Revista Filosofia- editora Escala- encadernado com edições lançadas anteriormente- Rodrigo dos Santos- 2012
• Sugestão de vídeo: youtube.com.br- Mário Sérgio Cortella: Política para não ser idiota..
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