terça-feira, 30 de setembro de 2014

Somos "idiotas"?

Somos idiotas?


Em época de eleição somos solicitados a refletir sobre a qualidade dos candidatos. Será que há mesmo essa reflexão? Temos muito que aprender com os gregos da Antiguidade.


Em grego - idiotés significa aquele que apenas se preocupa com o seu mundinho e se distancia da coisa pública. É aquele que se recusa a usar a sua própria razão. 

Aristóteles, filósofo da Antiguidade, pensava a Política como a Ética aplicada ao bem público, ao coletivo. Defendia a democracia e afirmava que ela atuava diretamente sobre a vida social e política dos indivíduos. Dizia que o homem é um ser político, necessariamente. 

Partia do princípio de que as relações humanas são necessárias e não contingentes e isso os levaria a participar ativamente da vida política. Através da política o ser humano tem por causa final, alcançar a Felicidade. “A sociedade política, a mais alta dentre todas as associações, a que abarca a todas as outras, tem em vista a maior vantagem possível, o bem mais alto de todos.” ( ARISTÓTELES, Política. Universidade de Brasília.) 

Pensando sobre nossa realidade, até que ponto estamos inseridos no conceito aristotélico de política? Procuramos, de fato, o bem comum? A ética está efetivamente inserida nas questões políticas?Nossa causa final, como dizia Aristóteles é a felicidade do grupo, ou apenas a minha? De quem é a responsabilidade dessa idioté? Somos responsáveis por nossa alienação. A política pede a nossa participação para que possamos caminhar no interior de uma sociedade mais justa e igualitária. Relembrar o conceito de Aristóteles sobre política não é regredir, mas acima de tudo, nos conscientizar de que fazemos pouco, quase nada para impedir que esse “apolitismo” permaneça. 

Recuse a idiotés. Sugestão de leitura:Revista Filosofia- editora Escala- encadernado com edições lançadas anteriormente- Rodrigo dos Santos- 2012 • Sugestão de vídeo: youtube.com.br- Mário Sérgio Cortella: Política para não ser idiota..

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